Leitura bíblica: Marcos 2.15-17
Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes (Jr 33.3).
Nosso texto base conta que os escribas dos fariseus perguntaram aos discípulos de Jesus: “Por que come [e bebe] ele com os publicanos e pecadores?” (v.16). Antes mesmo dos discípulos falarem alguma coisa, Jesus, que tinha ouvido a pergunta, respondeu: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (v.17). Jesus veio a este mundo e, infelizmente, muitos não viram necessidade de aprender com ele. Os sãos aqui são representados por estes que se achavam melhores do que os outros. Sentiam que eram superiores e que não deviam se misturar com os “pecadores”. Isso nos faz refletir sobre uma questão importante. O pior doente é aquele que não reconhece ter enfermidade. Aquele que acha que está tudo bem.
Moody conta algo que ilustra muito bem o que estamos dizendo. “Um poderoso medicamento foi desenvolvido e seu lançamento foi divulgado por todo o país. Por toda parte você podia ler sobre o grande analgésico. Cheguei a ficar enojado ao ver tanta propaganda sobre aquele medicamento, até que, certo dia, eu tive uma dor de cabeça terrível. Então, eu mesmo fui à farmácia para comprá-lo. Eu o tomei e, quando já estava bem, pus-me a pensar sobre o ocorrido. Enquanto eu estava bem, não dava a mínima para o tal medicamento, mas, quando fiquei doente, descobri que ele era exatamente o que eu precisava. Assim também, se houver alguém pensando sobre a necessidade de um salvador, lembre-se de que, quanto maior for a convicção de pecado, maior a necessidade do Salvador”.
Devemos refletir sobre como está nossa vida. Precisamos tomar cuidado para não relativizar a enfermidade de nosso pecado. Todos nós precisamos do médico Jesus. Ele cura, renova, esclarece o pensamento e nos conduz por um caminho de paz. “Eis que lhe trarei a ela saúde e cura e os sararei; e lhes revelarei abundância de paz e segurança” (Jr 33.6).
Nossa enfermidade tem como remédio Jesus.