Leitura bíblica: Salmo 131
Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens (Cl 3.23).
Uma vez fui a um congresso e o tema abordado foi a crise do ser, do ter e do fazer. Lembro que aprendi muito naqueles dias. Atualmente, um texto de Elisabeth Elliot me fez relembrar deste importante assunto. Ela disse: “Algo que sufoca a ação de graças é o espírito da ganância - a ganância de fazer, ser e ter”.
Hoje vamos falar a respeito da crise do fazer. O ativismo pode nos tornar pessoas piores, mais confiantes em nós mesmos do que em Deus. Entramos na crise do fazer quando as atividades do dia a dia passam a nos dominar, quando nos convencemos que nossa autoimagem depende da quantidade de coisas que fazemos e quando nos importamos em cumprir uma agenda imposta pela sociedade. Nossa postura deve ser como a do salmista que disse: “SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma” (Sl 131.1-2a).
É importante saber que sair da crise do fazer não significa passar a vida de braços cruzados, fazendo o mínimo que puder. Como cristãos, somos chamados a trabalhar incansavelmente. A vida não é só trabalho, mas também não é só descanso. Devemos fazer muitas coisas, coisas que sejam parte de nosso chamado. Podemos resumir essa ideia com as palavras de Salomão: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9.10). O texto nos ensina que devemos fazer tudo quanto vier à nossa mão para fazer. Fazer o que as nossas mãos tiverem que fazer. Só teremos sabedoria para realmente saber o que fazer através da comunhão e direção constante de Deus. Vencemos a crise do fazer quando andamos humildemente com Deus, quando nos importamos com a vontade dele e com todas as nossas forças fazemos tudo para a sua glória.
Quais são as suas prioridades?