Leitura bíblica: Mateus 7.1-5
Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça (Jo 7.24).
Havia um mágico muito afamado que lia a sorte das pessoas que passavam pela praça do mercado. Certa tarde, um homem correu na direção dele e lhe disse: Feiticeiro, um ladrão invadiu a sua casa! Está roubando tudo o que é seu. Corra! O mágico disparou, aflito. Um dos presentes gritou: Se você consegue adivinhar a sorte alheia, por que não consegue adivinhar a sua? “É mais fácil ser sábio para com os outros do que para consigo mesmo”.
Muitas vezes somos precipitados em nossos julgamentos. Acreditamos saber ler as pessoas. Logo vamos analisando o comportamento, a maneira de andar, vestir, o tom das palavras e já vamos criando um conceito sobre quem é determinada pessoa. Posso afirmar com certeza que na verdade não sabemos. Muitas pessoas que consideramos ótimas escondem bem seus defeitos, outros que julgamos ruins, podem apenas estar passando por um mau momento. Outro problema é que em nossos julgamentos rotulamos os outros esquecendo que eles podem mudar, podem melhorar ou piorar.
Junto a isso vem a dificuldade que temos de admitir os próprios erros. Se com facilidade achamos que enxergamos o que os outros erraram, com facilidade também nos desculpamos de nossas falhas. Como diz a frase de nossa ilustração: “É mais fácil ser sábio para com os outros do que para consigo mesmo”.
Devemos pensar nisso. Precisamos tomar cuidado para não sermos julgadores da vida dos outros, esquecendo de discernir os nossos próprios pecados. A Bíblia não nos impede de emitir julgamentos, mas diz que devemos fazê-los com base em fatos reais. Tendo cuidado, pois quem julga será julgado na mesma medida. Melhor é perdoar e tratar bem os outros, pois assim também seremos bem recebidos. “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados… com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” (Lc 6.37 e 38).
Nada julgueis antes do tempo.