Leitura bíblica: Atos 8.36-40
Eu creio que verei a bondade do SENHOR na terra dos viventes (Sl 27.13).
No livro Cem Anos de Solidão, o autor Gabriel García Márquez nos fala de um povoado onde as pessoas estavam sendo afligidas por uma praga estranha de esquecimento, um tipo de amnésia contagiosa. Começando nos habitantes mais velhos e se alastrando entre os mais jovens, a praga causava às pessoas o esquecimento dos objetos do dia-a-dia e, o que era pior, do próprio nome. Um jovem ainda não contaminado tenta minimizar o dano colocando etiquetas em todas as coisas: Isto é uma mesa, isto é uma cadeira, isto é uma janela, isto é uma vaca, etc… e, na entrada da cidade, na rua principal, colocou no alto dois grandes avisos. Em um lia-se: O nome de nosso povoado é Macondo. E no maior podia-se ler: Deus existe. Rev. Abival Pires da Silveira comenta: “A mensagem que podemos tirar dessa história é que podemos nos esquecer de muitas coisas que aprendemos ao longo da vida, e todo esse esquecimento não nos fará mal algum. Mas se esquecermos quem somos, a quem pertencemos e que existe um Deus, uma coisa em nós, profundamente rica e humana, terá sido perdida”.
Nossa vida tem sentido, pois cremos na existência de Deus. Sabemos que Deus existe. Além disso, também temos esperança no amor e nas promessas de salvação. Sabemos que somos filhos de Deus. Podemos perder bens materiais e até a nossa memória a respeito de muitas coisas. Estaremos bem, desde que ainda nos reste forças para declarar: Eu creio em Deus. Devemos valorizar a bênção do conhecimento de Deus e agradecer pela presença do Espírito Santo em nós. Muitos estão perdidos, sem Deus, sem o conhecimento das coisas de Deus, logo sem esperança.
Conta-se que um pastor acometido por Alzheimer esqueceu até o nome de seus familiares próximos, mas quando questionado a respeito de Deus, disse as palavras de Jó: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.20). Que Deus preserve nossa memória e convicção desta verdade.
Nosso maior desejo é conhecer-te mais.