Leitura bíblica: Tiago 3.6-8
Está na boca do insensato a vara para a sua própria soberba mas os lábios do prudente o preservarão (Pv 14.3).
É através de nossas palavras que comunicamos que nós somos. Por isso, é muito importante pensar antes de falar. Precisamos buscar a sabedoria e, consequentemente, nos expressarmos com boas palavras. Nossas palavras podem nos ajudar, “os lábios do prudente o preservarão”, palavras sábias nos protegem. Mas o contrário também ocorre, nossas palavras podem nos prejudicar. “Está na boca do insensato a vara”. O texto afirma que as más palavras se transformam em vara que castiga quem as falou. O Rev. Hernandes chamou a língua de chicote da alma. Ele disse: “O insensato é aquele que fala muito, não comunica nada e se complica todo. O insensato tropeça na própria língua. A língua do tolo é o chicote que açoita sua própria vida empapuçada de soberba” (Rev. Hernandes Dias Lopes). Ele explica por que isso acontece dizendo: “O soberbo é aquele que pensa que é melhor do que os outros e o insensato é aquele que, além de pensar, ainda fala isso publicamente. Como Deus não tolera o soberbo e declara guerra aos altivos de coração, permite que a língua dos insensatos dê a eles a coça que merecem”.
Muitas vezes temos apanhado da própria língua. Pendido para a soberba e despejando de forma insensata através de palavras a maldade que está em nosso coração. Devemos lembrar que nossas palavras, mais do que agredir, humilhar, punir os outros, se tornam uma arma contra nós mesmos. O que falamos mais do que homicídio é suicídio. Por isso falamos, para aquele que justifica sua fala dizendo que é sincera, que ela está cometendo “sincericídio”.
Que Deus nos ajude a controlar nossa língua, a sermos prudentes. Que no lugar de arma nossas palavras sejam remédio. Palavras benditas e não malditas. Palavras que transmitem paz e não confusão. Palavras que demonstram o amor de Deus e não ódio e desavença. Palavras que consolam e não que causam mau estar.
A prudência deve vencer a insensatez.