Provérbios 18.15-16
Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1Pe 2.9).
No jardim, tudo era alegria, exceto por uma árvore que vivia profundamente triste. Ela tinha um problema: não sabia quem era nem qual era o seu propósito. A macieira lhe disse: É muito fácil produzir maçãs saborosas. Por que não tenta? Não a escute, interferiu a roseira. É melhor ter rosas. Não vê como são belas? Desesperada, a árvore tentava tudo o que lhe sugeriam, mas não conseguia ser como as demais. Sentia-se cada vez mais frustrada. Um dia, uma coruja chegou ao jardim e, vendo o desespero da árvore, exclamou: Não se preocupe. Seu problema não é grave – muitos seres sobre a Terra o têm. Não dedique sua vida a ser como os outros querem que você seja. Busque ser você mesma, conhecer sua vocação, sua missão nesta vida. Dito isso, a coruja desapareceu. Ser eu mesma? Conhecer-me? - perguntava a si mesma a árvore desesperada. De repente, ela percebeu algo. Fechando os olhos, ouviu uma voz interior: Você jamais dará maçãs, porque não é uma macieira. Nem florescerá a cada primavera, porque não é uma roseira. Você é um carvalho, e seu destino é crescer grande e majestoso. Proporcione abrigo aos pássaros, sombra aos viajantes, beleza à paisagem. Essa é sua vocação. É para isso que você nasceu. Descubra como se manifestar e cumpra sua missão.
Muitas pessoas vivem tentando ser o que não podem ser, medindo-se e competindo constantemente com outros. A questão não é não poder ser como o outro – o fato é que não fomos criados para ser iguais aos outros. Na verdade, cada um de nós tem diante de Deus um propósito específico. Enquanto o mundo mede e categoriza as diferenças em graus de importância, Deus distribui diferentes dons conforme seu propósito. “Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve” (1Co 12.18). “Os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra” (1Co 12.23).
O importante é ser quem Deus quer que sejamos.