Leitura bíblica: Mateus 7.1-5
Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster (Rm 14.4).
Hoje vivemos um tempo de muitos julgamentos e críticas. Isso se acentuou com a internet e as redes sociais. Não precisamos procurar muito para ver alguém falando mal do outro, julgando um acontecimento sem mesmo conhecer a pessoa ou detalhes do que ocorreu. Sobre esse tema, gosto muito da explicação dada por John Stott. Ele diz que o cristão não deve ser juiz e explica: “Não julgar não é uma ordem para suspendermos nossa faculdade crítica, recusando-nos a discernir entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal. Não significa avaliar as pessoas com discernimento, mas condená-las severamente. O crítico que julga os outros é um descobridor de erros, num processo negativo e destrutivo para com as outras pessoas, e adora viver à procura de falhas nos outros. Em resumo, a ordem de não julgar não nos pede para sermos cegos, mas sim para sermos generosos”.
Precisamos tomar muito cuidado com os julgamentos. Muitas vezes erramos quando achamos que podemos assumir o papel de juiz, censurando e acusando o nosso próximo. Nenhum ser humano está apto a julgar os outros, pois não podemos compreender seus corações ou motivos. F.B. Meyer disse: “Quando vemos um irmão ou uma irmã pecar, três coisas deveríamos pensar antes de julgar. Primeiro: não sabemos o quanto ele lutou para não pecar. Segundo: não sabemos o poder das forças que o perseguiram para fazê-lo pecar. E terceiro: não sabemos o que teríamos feito na mesma circunstância”.
Somos chamados a ter misericórdia e a amar o nosso próximo. No lugar de julgar, deveríamos ajudar, aconselhar e principalmente orar por aqueles que estão sendo acusados de algum pecado. Mesmo porque nos conhecemos e sabemos que também somos pecadores. Jesus disse que devemos reparar primeiro na trave que está em nosso próprio olho (Mt 7.3). Charles Spurgeon disse: “Não fique triste quando falarem mal de você, você sabe que você é bem pior do que eles pensam.”
Vamos promover a paz.