Leitura bíblica: João 13.34-35
Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios (2Tm 3.2).
Uma equipe de resgate encontrou um náufrago que passou muitos anos numa ilha deserta. Ele tinha construído três casas ali. Os homens do resgate, curiosos, perguntaram por que ele, sozinho numa ilha, tinha três casas. O náufrago respondeu que a primeira construção era a sua moradia, a segunda era sua igreja e a terceira, sua primeira igreja. Esta história - obviamente inventada - serve para ilustrar como podemos ter dificuldades nos relacionamentos. Mesmo vivendo sozinho em uma ilha deserta, aquele homem sentiu necessidade de mudar de igreja. Vivemos tempos difíceis em que cada vez mais os homens são egoístas, mais amigos dos prazeres do que de Deus.
Embora vivamos em tempos de desamor, como cristãos nossa responsabilidade é levar amor às pessoas. Romanos 13.8 diz: “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros”. Este texto é um alerta para nós de que amar uns aos outros é uma dívida que sempre teremos. Ou seja, quando nos encontramos com qualquer pessoa, assumimos uma responsabilidade: a de tratar bem quem está próximo de nós. É uma dívida que não podemos ignorar. Minha dívida para com os outros é ser caridoso. É interessante que, quando nos aproximamos dos outros, pensamos que eles devem nos tratar bem, ou seja, reparamos como somos tratados, se somos bem recebidos ou não. Nem sempre estamos preocupados com o modo com que nós devemos tratar os outros. É fácil ver que o outro tem uma dívida, mas é difícil entender que nós também a temos.
Jesus disse que devemos amar uns aos outros como ele nos amou. Os relacionamentos pessoais não deveriam ser guiados pelo que sentimos, amando alguém porque temos vontade num determinado momento. Amamos nosso próximo porque somos amados por Deus que nos ensinou sobre o verdadeiro amor e nos alimenta com ele.
Com Deus aprendemos a amar como ele nos amou.