Leitura bíblica: Marcos 13.1-2
Que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida (1Tm 6.19).
Nosso texto base conta que Jesus estava saindo do templo com os seus discípulos quando um deles, admirando a beleza do templo, disse: Mestre! Que pedras, que construções! Ouvindo isso, Jesus respondeu: Isso que você vê, estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra. Israel Belo Azevedo comentou este texto: “Há muitos símbolos nas palavras de Jesus sobre a destruição do templo de Jerusalém. Um deles é que castelos, sejam pessoais, profissionais ou empresariais, podem ruir. Há uma lógica na queda. Uma delas tem a ver com a mentira. Tudo aquilo que é levantado sobre a mentira cai um dia. A mentira pode estar na motivação para se obter simpatia: quando se diz que o alvo é um, mas, na verdade, é outro. A mentira pode estar na metodologia empregada para a construção do sucesso: quando se empregam recursos escusos, que não podem ser publicamente assumidos”.
Castelos podem e irão ruir. Não podemos nos firmar em nada deste mundo. Como temos edificado nossas vidas? Em qual alicerce estamos firmados? Gostei desta explicação do pastor Israel. Ele nos lembra que devemos tomar cuidado com aquilo que chamamos de tesouros. Não devemos colocar nosso coração e nossa admiração nos castelos deste mundo. O exemplo da mentira é muito oportuno. Assim como grandes construções que aparentemente são inabaláveis podem ruir, grandes nomes podem ser construídos com base na mentira.
Nossa vida deve ser edificada na verdade, seguindo a verdade e falando a verdade. Paulo desejava o progresso espiritual na vida dos colossenses e lhes disse: “Como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças” (Cl 2.6-7). Não devemos ficar encantados com os magníficos castelos, mas firmar nossos olhos em Cristo, o autor e consumador da nossa fé.
Edifique-se na glória de Deus.