Leitura bíblica: Tiago 3.9-10
Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios (Sl 141.3).
Conta-se que certa vez um mercador grego, rico, ofereceu um banquete com comidas especiais. Chamou seu escravo e ordenou-lhe que fosse ao mercado comprar a melhor iguaria. O escravo retornou com um belo prato. O mercador removeu o pano e, assustado, disse: Língua?!! Este é o prato mais delicioso? O escravo, sem levantar a cabeça, respondeu: A língua é o prato mais delicioso, sim, senhor. O mercador, não muito convencido, quis testar a sabedoria de seu escravo, e o mandou de volta ao mercado, desta vez para trazer o pior alimento. O escravo voltou com um lindo prato, coberto por fino tecido. O mercador, ansioso, retirou o pano para conhecer o pior alimento. Língua, outra vez?!! disse, espantado. Sim, língua, respondeu o escravo. Não há nada pior que a língua e não há nada melhor que a língua. Depende do modo que a usamos.
Realmente foi isso que disse Tiago. Com a mesma língua que bendizemos a Deus, falamos mal dos homens. O que falamos pode ser remédio ou veneno. Pode causar alegria e saúde ou tristeza e dor. “Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim” (Tg 3.10b). Precisamos aprender a dominar a língua. Controlar a língua é muito difícil, por isso é considerado grande virtude. Devemos pedir ajuda a Deus para que ele guarde nossos lábios. Dominando as nossas palavras, além de abençoar as pessoas que nos ouvem, nos tornamos mais fortes para dominar todo o restante.
Devemos refrear nossa língua, ouvir mais e falar menos. “Refreia a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem dolosamente” (Sl 34.13). “O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruina” (Pv 13.3). “No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente” (Pv 10.19). “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).
Domínio próprio começa no falar.