Leitura bíblica: Isaías 58.11-12
Quando os dias forem bons, aproveite-os bem (Ec 7.14a).
A festa reuniu todos os discípulos de um grande mestre. Comeram e beberam durante muitas horas, sempre conversando sobre a origem do universo e dos propósitos da vida. Quando já era quase de madrugada, prepararam-se todos para voltar para as suas casas. Restava um belo prato de doces sobre a mesa. O mestre fez questão de que os seus discípulos o comessem. Um deles, porém, recusou: O mestre está a nos testar. Quer ver se conseguimos controlar os nossos desejos. Estás enganado, disse o mestre. A melhor maneira de dominar um desejo é vê-lo satisfeito. Prefiro que vocês fiquem com o doce no estômago do que no pensamento, que deve ser usado para coisas mais nobres.
É certo que não devemos acabar com todos os nossos desejos satisfazendo-os. Principalmente os desejos maus. O que não convém, o que é pecado e desejamos, devemos resistir. Mas aqui aprendemos uma boa lição sobre os bons desejos. Melhor do que ficar desejando alguma coisa boa, é satisfazer este desejo. O tempo passa e depois vamos ficar somente lamentando e dizendo: Deveria ter feito isso ou aquilo. Muitos falam que têm vontade de cantar, vontade de comer em determinado lugar, vontade de visitar uma pessoa, vontade de ir à igreja, vontade de ajudar uma instituição. Muitos têm vontade e ficam só na vontade.
Precisamos agir mais e nos ocupar com o que Deus desperta em nós como vontade. Muitos desejos bons, Deus tem gerado em nosso coração. Devemos satisfazê-los. Não devemos ficar parados, esperando a vontade acabar. Como uma frase que li há muito tempo que dizia: “Quando eu sinto uma vontade louca de trabalhar, procuro um cantinho e fico quietinho esperando a vontade passar”. Desejos bons não devem ser ignorados ou resistidos, e sim aproveitados. É certo que quanto mais fazemos o bem, mais o desejamos. Busque o bem e não o mal, aproveite as oportunidades. “Os desejos do diligente são amplamente satisfeitos” (Pv 13.4b).
Desejar o bem nos afasta do mal.